domingo, 28 de dezembro de 2014

A Loja

Depois de algum tempo cá estou de volta para partilhar mais uma agradável descoberta gastronómica. Desta vez rendi-me ao maravilhoso mundo dos hambúrgueres, que não sendo um hábito alimentar meu, de vez em quando lá faço a vontade à gula.

Numa das transversais do Parque Eduardo VII, com ligação a Campolide, "esconde-se" A Loja.
E porquê este nome? Porque de facto é uma hamburgueria que é uma loja, é uma loja que é uma hamburgueria. Na verdade o restaurante é o negócio principal, mas para fazer jus ao nome existe um pequeno expositor, à entrada, com alguns produtos à venda, que também são utilizados no restaurante.
Ao entrar percebe-se que ali já existiu um outro tipo de comércio, provavelmente uma mercearia, ou uma taberna, devido ao longo balcão com tampo de mármore que percorre quase todo o espaço, bem ao estilo das antigas tabernas portuguesas.
A decoração rústica, de aspeto clean, bem iluminada, onde os brancos e os verdes, as madeiras e os mármores, harmonizam e fazem d'A Loja um cantinho muito acolhedor e, diria até, catita.
Agora vamos ao "pormenor" principal; os hambúrgueres. Em pão do caco, pão normal, ou no prato, com vários tipos de molhos, percebe-se logo pela forma como são servidos que são diferentes. Tanto os hambúrgueres, como as sobremesas, e as entradas são servidos em tábuas. A qualidade é de topo, os ingredientes muito frescos e os molhos são maravilhosos e para todos os gostos. A acompanhar, umas batatinhas com casca e um molho de se tirar o chapéu. No que toca ás entradas, escolhi uns aros de cebola que estavam mesmo no ponto; de crosta fina, bem fritos, sequinhos e acompanhados de um molho barbecue delicioso. Para sobremesa, a minha escolha foi para o cheesecake que em nada me desiludiu.
Quanto ao atendimento, não podia ser mais atencioso e disponível, do primeiro ao último minuto.

Portanto, eu fiquei fã e vou voltar. E vocês? Experimentam?

Imagem retirada do facebook A Loja

Imagem retirada do facebook A Loja

Imagem retirada do facebook A Loja






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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Sushi em tua casa?

Ora, vamos lá falar de sushi mais uma vez. Ou se adora ou se odeia. Ir a um sitio para comer sushi requer ter a certeza que os ingredientes são frescos, de qualidade e que não nos vão cobrar balúrdios. Mas e se fosse possível ter tudo isto no conforto do lar?

Pois é, encontrei a Sushi em tua casa? no facebook, por mero acaso, e fiquei curiosa com o conceito desde a primeira visita à página. Tal como o nome indica, esta empresa faz entregas de sushi em casa, na área da grande Lisboa, ao almoço ou jantar. Este conceito é uma grande ideia para um jantar de amigos, para surpreender aquela pessoa, ou apenas porque apetece sushi mas a preguiça não deixa largar o sofá.
Um dia destes decidi encomendar para comprovar se faziam jus ás fotos que partilham no facebook. O atendimento foi simples e eficaz e à hora pedida, lá chegou o saquinho cor de laranja. Dentro encontrei o kit completo; duas caixas de sushi com 32 peças (mais que suficiente para duas pessoas), pauzinhos, wasabi e gengibre. Fiquei feliz em comprovar que, de facto, as fotos não eram meramente ilustrativas. Sendo sushi fusão, servem 8 peças de cada qualidade, confecções originais, frescura e qualidade, tal como se quer.
A decoração do espaço, claro está, foi mesmo a da minha própria que é, para mim, o espaço mais acolhedor da cidade para se comer :)

Por isso, um dia que queiram fugir à rotina, liguem, escolham um bom vinho (se forem apreciadores), preparem o ambiente do vosso próprio cantinho de Lisboa e bom apetite!




Retirada do facebook do Sushi em tua casa?


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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

La Boulangerie

Hoje venho falar de croissant. E, neste caso, croissants franceses. Crocantes, folhados, divinos!
E não é que existe um cantinho em Lisboa que tem a receita original do genuíno croissant francês? Difícil de acreditar? Mais c'est vrai!

Situado num pequeno espaço na rua das Janelas Verdes, mesmo de frente para o Museu Nacional de Arte Antiga, encontra-se a La Boulangerie. Outrora de proprietárias francesas, entregaram este ano o testemunho aos atuais proprietários. Quem passa não imagina os tesouros que ali se escondem. A decoração é uma agradável mistura entre o country chic e o vintage. Madeiras, metais, mármores, superfícies propositadamente pintadas de forma tosca e detalhes decorativos originais compõem na perfeição o look. A sala é pequena mas muito acolhedora, com a intenção de dar maior espaço à zona de fabricação dos saborosos tesourinhos. Ali pode-se tomar pequeno-almoço, lanchar, fazer um brunch ou até mesmo um almoço ligeiro. Mas o que mais sobressai, logo à entrada, é mesmo o cheirinho guloso que impregna o ar e que nos deixa com os sentidos a mil. Ali tudo é home made; dos croissants ao pain au chocolat, das quiches e empadas ás baguetes. E tudo nos remete para uma patisserie à Paris.
Para acompanhar, vários chás, chocolate quente, cappuccino, galão... o que for merecedor de fazer par com tamanhas preciosidades. De atendimento muito pessoal e simpático, faz-nos sentir muito bem-vindos e acolhidos. É, sem dúvida, um excelente sitio para passar uma tarde de inverno!

E por falar nisso, por aqui é hora do lanche. Acompanham-me até à La Boulangerie? ;)














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domingo, 9 de novembro de 2014

Umai

Estou certa que não poderia ter iniciado o separador Japonês de melhor forma.
Até à data era uma fã "mais ou menos" de sushi. Comia porque volta e meia alguém convencia-me, porque até nem era mau de todo, porque queria aprender a gostar e porque a comida japonesa não é só sushi e sashimi e acabava por comer mais de outras coisas do que daqueles coloridos rolinhos. Mas, depois desta visita, passei a ser fã incondicional de sushi! Pelo menos do sushi do Umai.

Situado a meio caminho entre o Chiado e o Príncipe Real, o Umai auto intitula-se como um restaurante Asian Twist, que é como quem diz, uma fusão (perfeita!) da cozinha japonesa, tailandesa e coreana, com um toque pessoal do conceituado chef Paulo Morais. 
Gerido pelo casal - Anna Lins e Paulo Morais - este espaço dá cartas pela qualidade da comida que ali é servida. A decoração do espaço é muito bem conseguida pois passa um feeling oriental pelas linhas retas e sóbrias, onde o preto e o dourado são cores predominantes, conferindo um toque de requinte e sofisticação ao local. Assim que se entra, avistamos à direita a área onde está o chef Paulo, com a sua equipa, a confeccionar aqueles pequenos tesouros. Após confeccionados é o próprio chef quem traz à mesa a sua obra de arte. Mesmo em frente a essa área existe um balcão com lugares virados para o chef que, na minha opinião, são os lugares mais privilegiados da casa.O staff faz jus ao bom nome do Umai; simpático, prestável, atencioso e eficaz.
E porque como, claro está, não provei apenas sushi, posso garantir que nada servido no Umai é igual ao que já se comeu antes. Por exemplo, os crepes de legumes levam um molho avermelhado que faz as delícias do palato mais indiferente, a tempura é uma autêntica escultura no prato, a sobremesa, em particular a que escolhi que se tratava duma combinação de todas a sobremesas da carta, é um festim para os sentidos. E o sushi, esse, é divino; ingredientes de uma frescura e qualidade impares, com o tamanho ideal, as quantidades ideais, forma perfeita, textura suave, tudo fruto do constante trabalho de pesquisa e aprendizagem com os melhores mestres do ramo.

É, portanto, uma experiência que se traduz numa verdadeira sinfonia de "huuuum's".












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domingo, 19 de outubro de 2014

Fábrica dos Sabores

Depois de uma pequena ausência estou de volta ao maravilhoso mundo das descobertas gastronómicas.
Ora, como já deu para perceber, adoro aventurar-me pela cidade em busca de novos sabores por isso, volta e meia, compro a Time Out e anoto um ou outro lugar que venha mencionado naquela edição e me suscite curiosidade. Um dia andava a pesquisar sobre lugares em Lisboa com brunch e foi assim que descobri a Fábrica dos Sabores.

Situada perto do Saldanha, esta auto-intitulada padaria artesanal é um espaço que logo à partida apetece apenas pelo nome. Depois, quer se vá com o intuito de visitar ou só se esteja a passar por mero acaso na rua, dá muita vontade de entrar pela própria aparência, graças à decoração muito rústica, cores suaves e muitas madeiras e ardósias, muito ao estilo "country chic", o que confere um feeling muito caseiro e acolhedor ao lugar. Logo à entrada somos recebidos com uma enorme vitrine cheia de bolos, bolachas, salgados, pizzas e mais uma mão cheia de coisas que nos fazem sentir tal qual crianças coladas numa montra de doces a balbuciar coisas como: "quero este, e este... não não! Afinal quero aquele... posso comer dois?!".
Por detrás do balcão estão dispostos, de forma bastante apelativa, os pães de fabrico próprio, confeccionados com farinhas biológicas.
O espaço é grande e dispõe de várias mesas, a sala é extremamente iluminada pelos vidros que separam o interior do exterior mas eu adoro o cantinho no final da sala, quem vira à esquerda, bem junto à zona onde se confeccionam as pastelarias. É que para além de ser uma área lounge bem acolhedora, dali podemos observar os padeiros e pasteleiros a trabalhar as massas, a moldar os croissants, os pães, os brioches... a coloca-los no forno e a saírem bem douradinhos... hmmm, uma delicia!
Mas nem só de bolos e pães vive a Fábrica. Na ementa podemos encontrar 3 tipos de brunch que vai do mais light, ao mais composto, passando pelo mais doce e guloso onde reinam os scones XL e as panquecas. Os mesmos vêm servidos em tábua de madeira, a fazer pandam com a decoração.
Também existem muitas opções para almoçar e jantar; desde pizzas a bruschettas, passando por hambúrgueres e pastas todas confeccionadas na casa e de forma artesanal.

Por isso, se tiverem com tempo para um brunch ou um almoço bem relaxado e prolongado, visitem este delicioso cantinho lisboeta.







Fonte das imagens à excepção da primeira: Facebook Fábrica dos Sabores e Lifecooler

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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Matateu

Como já mencionei noutro artigo, sou uma fã confessa do petisco. E já há algum tempo que ouvia falar da petisqueira Matateu no estádio do Restelo. Foi então altura de ir experimentar.

O espaço tem pouco mais de 1 ano e pertence ao apresentador João Manzarra em sociedade com um amigo. Para os menos entendidos no assunto, a petisqueira é uma homenagem ao brilhante avançado do Belenenses, tendo sido o primeiro grande jogador português nascido em África. É então mais que natural que em cada canto se encontre uma foto ou uma menção ao jogador.
O espaço é descontraído e com apontamentos intimistas, mas não deixa de notar-se um certo tom de complexo desportivo, ou não estivesse o espaço inserido no próprio estádio. Os contrastes entre as madeiras e o zinco, que reveste uma das paredes, dão logo à primeira vista um toque de originalidade ao local. A cor do club não foi esquecida. A complementar as mesas que apresentam uma mistura entre o estilo contemporâneo e rústico, muito bem conseguida aliás, encontram-se cadeiras metálicas em azul forte a contrastar com outras cadeiras de assentos almofadados e de cor bege, mais discretas. Numa das paredes, mesmo a de frente para a entrada, um plasma passa jogos de futebol, bem apropriado ao tema da petisqueira e numa outra parede, uma gigante ardósia com todos os petiscos disponíveis. A ementa é entregue num grande clipboard, a fazer lembrar os que os treinadores usam para servir de suporte ás táticas de jogo. O pormenor de decoração que elejo como o mais original são os individuais. Tratam-se de impressões de páginas de jornais com notícias do jogador, o que para além de servir de motivo de conversa, permite a quem não conhece o percurso do jogador, ter uma maior noção de quem foi esta estrela do futebol.
A variedade do menu é satisfatória e todos os petiscos provados são muito bem confeccionados, cheios de cor e de sabor. Mas a estrela da noite foi a sobremesa. Intitulada de "horta", faz jus ao nome sendo servida num vaso de barro. Trata-se de um parfait de morangos e framboesas com bolacha oreo ralada por cima que ao primeiro olhar parece mesmo terra e quando se leva a colher ao fundo surge, em profundo contraste com o castanho escuro da bolacha, o rosa forte do parfait. Uma deliciosa e divertida tentação!
No final da refeição, a zona lounge no exterior, com cadeiras vintage e um televisor a lembrar os anos 70 com uma imagem do Matateu, convida a beber um digestivo para acabar a refeição em beleza com vista sobre o Tejo.

Vale ou não vale uma visita?


Retirada do site da Petisqueira Matateu





Retirada do site da Petisqueira Matateu

Retirada do site da Petisqueira Matateu

sábado, 20 de setembro de 2014

Everest Montanha

Para ser franca a minha experiência em restaurantes nepaleses resume-se apenas a este, mas gosto tanto que ainda nem me deu vontade de experimentar outro.

O Everest Montanha situa-se na Avenida do Brasil, ainda que exista outro em Lisboa dos mesmos donos. Quem passa pela avenida provavelmente não o notará de imediato, pois fica nas arcadas de um prédio. 
Assim que entramos o cheirinho a especiarias faz salivar. O restaurante, não sendo um local de decoração esmerada, exibe apontamentos típicos nepaleses e ao fundo, em grande destaque, avistamos uma imponente imagem da montanha que dá nome ao espaço. 
Tendo já recebido várias menções na conceituada revista Time Out, servem também de decoração os artigos e merecidos prémios atribuídos ao restaurante, que são disposto com notório brio. 
O staff não poderia ser mais atencioso, recebendo quem entra com um caloroso "Olá!" e sempre atentos ao cliente para que nada lhe falte.
Para um iniciante nesta gastronomia leva-se algum tempo a percorrer o menu, porque cada prato é tão rico em condimentos que apetece experimentar um pouco de tudo. Mas qualquer um dos empregados está sempre pronto a dar um conselho, no seu português atropelado mas perfeitamente compreensível.
Na minha opinião a cerveja nepalesa é um perfeito complemento à refeição. Para entrada é colocado na mesa o que, ao primeiro olhar, parece uma bolacha finíssima e estaladiça com umas ervas, que se trata na verdade de pão nepalês de lentilhas, acompanhado de 3 molhos, de nome Papari. E cuidado, o molho picante é mesmo picante, até para os mais resistentes. Ao colocarem o pão na mesa é de imediato esclarecido: "´É oferta da casa!". Outra entrada muito popular é o pão de alho (keema nan), que vale muito a pena experimentar. 
A comida é tão maravilhosa quanto o aroma que emana. Adocicada, apimentada, condimentada, perfumada... servida em pequenos recipientes de bronze, com uma velinha sempre acesa por baixo, para que os molhos não arrefeçam ou engrossem, o que acrescenta uma graça enorme à experiência .
No final da refeição, quando é pedida a conta, é oferecido um digestivo de cor esverdeada, com um sabor frutado e um ligeiro toque de álcool. Após uma tentativa em saber do que se tratava, a resposta foi pronta; "É uma mistura de frutas e um pouco de álcool.". Ou seja, a receita permanece, e muito bem, no segredo dos deuses. 

Dito isto, se quiserem presentear o vosso palato com uma viagem por sabores exóticos, visitem este simpático cantinho.


Prawn Korma e Chicken Mango

Papari, keema nan e cerveja khukuri

Frango com molho de manga e especiarias