sábado, 30 de agosto de 2014

Matiz Pombalina

Porque o que é bom e se recomenda não são só restaurantes, venho hoje palpitar sobre um bar que já frequento há alguns anos e que muito aprecio.

A Matiz Pombalina está localizada numa sossegada rua, perto de Santos e, quem não vai por referência, corre o risco de passar sem se aperceber que este lugar tão único ali se "esconde".
Este é um espaço incomparavelmente elegante e distinto, e ao mesmo tempo com um feeling muito descontraído, onde é possível tomar um drink numa noite em que apetece um programinha a dois, íntimo e tranquilo, no final do dia ou petiscar com um grupo de amigos e conversar até de madrugada.
A decoração esmerada remete-nos para um jazz bar nova iorquino ou para um glamoroso bistrô em Paris. O nome advém do edifício pombalino, datado dos finais do seculo XVIII em que se insere. O espaço para fumadores é um pequeno patio interior, cheio de estilo e bom gosto, onde apetece estar mesmo para quem não fuma. As cores vivas e contrastantes, as madeiras, as paredes de pedra à mostra, a pauta e o saxofone a servirem de objetos decorativos logo na primeira sala, bem como todos os detalhes em nada deixados ao acaso, fazem da Matiz um dos espaços mais glamorosos da cidade.
Ao pedir a carta, é-nos entregue um tablet (mais um pormenor cheio de estilo) onde podemos encontrar tudo o que o bar tem para oferecer. Sendo um cocktail & gin bar, disponibiliza cerca de uma centena de coktails, algum deles exclusivos, bem como uma variada seleção de gin´s e outras bebidas brancas e, como não podia deixar de ser, uma seleção de vinhos de muita qualidade que acompanham na perfeição os apetitosos petiscos. E, no que toca aos ditos petiscos, temos à escolha, entre outros, tábuas de queijos, enchidos, piso de coentros e alho em pão saloio torrado. Se o apetite pede algo mais consistente, as tostas ou os hambúrgueres em pão saloio, farão certamente o gosto ao dente.
E como se já não fosse um espaço como poucos, têm ainda um parceria com os Tuk Tuk que servem de shuttle do parque de estacionamento de Santos até ao bar. E o melhor? É totalmente gratuito!
Em nota pessoal, aconselho a que, numa primeira visita, optem pela degustação de cocktails, onde é dado a conhecer alguns dos cocktails da lista, isto claro, em formato mini. É uma boa introdução ao bar e é, sem dúvida, um bom programa de sexta à noite.

Posto isto, precisam de mais algum motivo para planear uma visita à Matiz Pombalina?


Imagens retiradas do site Matiz Pombalina







quarta-feira, 20 de agosto de 2014

El Tomate

O "É bom e recomenda-se"  foi de férias e está de volta, cheio de vontade de palmilhar essas ruas de Lisboa em busca de novos sabores.
Dito isto, venho hoje partilhar a minha experiência no restaurante El Tomate. Este foi um dos cantinhos que fiquei a conhecer graças à Rota das Tapas. Confesso que já tinha por lá passado noutras ocasiões mas nunca tinha sequer olhado para a lista. Não que o espaço não seja apelativo, mas quando vou para aqueles lados já tenho, normalmente, algum outro restaurante em mente. Assim, após uma paragem para uma tapa, durante a Rota, prometi uma visita à séria. E promessa cumprida!
O El Tomate abriu inicialmente no Porto, no Mercado do Bom Sucesso. Posteriormente, abriu um espaço em Lisboa, no Príncipe Real, mesmo ao lado do jardim. Como a maioria das casas de petiscos lisboetas, é um espaço pequeno, mas cheio de boa vontade em acolher todos os clientes que queiram experimentar as iguarias que compõem o menu. É uma casa muito charmosa, onde os detalhes da decoração chamam a atenção de quem passa na rua e onde nada foi deixado ao acaso. Mesas desiguais que se completam na perfeição, loiça a lembrar a da avozinha, pormenores originais em todo o lado. O detalhe que mais me despertou interesse foi um candeeiro feito de garrafas de vidro multicor, por cima de uma "bruta" mesa de madeira, que, em conjunto, dão um ar medieval e completam o estilo rústico do espaço.
Para começar experimentei uns croquetes de alheira com molho aioli que abre logo o apetite para o que vem a seguir. O menu, não sendo muito extenso, tem exatamente aquilo que queremos para forrar o estômago e seguir para uma noite bem disposta com os amigos. Então, entre sanduíches, tostas, saladas, petiscos variados e etc, escolhi uma salada Jureré, um pica-pau à guilho (alho e coentros) e umas batatinhas fritas de se lhe tirar o chapéu! São caseiras, cortadas ás rodelas, finíssimas, quentinhas, uma delícia! Para terminar um belo cheesecake, no copo, a fugir ao tradicional.
Porque acho que a sangria cai sempre bem com estes petiscos, achei ser essa a única lacuna, pois não consta da lista. Existe no entanto uma variedade de vinhos (de garrafa e a copo), bem como sumos frescos, feitos no dia.
Portanto, escusado será dizer que não me arrependi de voltar e aqui fica um exemplo de que a Rota das Tapas é uma boa forma de conhecer novos restaurantes na cidade.




Imagem retirada do site El Tomate