sábado, 20 de setembro de 2014

Everest Montanha

Para ser franca a minha experiência em restaurantes nepaleses resume-se apenas a este, mas gosto tanto que ainda nem me deu vontade de experimentar outro.

O Everest Montanha situa-se na Avenida do Brasil, ainda que exista outro em Lisboa dos mesmos donos. Quem passa pela avenida provavelmente não o notará de imediato, pois fica nas arcadas de um prédio. 
Assim que entramos o cheirinho a especiarias faz salivar. O restaurante, não sendo um local de decoração esmerada, exibe apontamentos típicos nepaleses e ao fundo, em grande destaque, avistamos uma imponente imagem da montanha que dá nome ao espaço. 
Tendo já recebido várias menções na conceituada revista Time Out, servem também de decoração os artigos e merecidos prémios atribuídos ao restaurante, que são disposto com notório brio. 
O staff não poderia ser mais atencioso, recebendo quem entra com um caloroso "Olá!" e sempre atentos ao cliente para que nada lhe falte.
Para um iniciante nesta gastronomia leva-se algum tempo a percorrer o menu, porque cada prato é tão rico em condimentos que apetece experimentar um pouco de tudo. Mas qualquer um dos empregados está sempre pronto a dar um conselho, no seu português atropelado mas perfeitamente compreensível.
Na minha opinião a cerveja nepalesa é um perfeito complemento à refeição. Para entrada é colocado na mesa o que, ao primeiro olhar, parece uma bolacha finíssima e estaladiça com umas ervas, que se trata na verdade de pão nepalês de lentilhas, acompanhado de 3 molhos, de nome Papari. E cuidado, o molho picante é mesmo picante, até para os mais resistentes. Ao colocarem o pão na mesa é de imediato esclarecido: "´É oferta da casa!". Outra entrada muito popular é o pão de alho (keema nan), que vale muito a pena experimentar. 
A comida é tão maravilhosa quanto o aroma que emana. Adocicada, apimentada, condimentada, perfumada... servida em pequenos recipientes de bronze, com uma velinha sempre acesa por baixo, para que os molhos não arrefeçam ou engrossem, o que acrescenta uma graça enorme à experiência .
No final da refeição, quando é pedida a conta, é oferecido um digestivo de cor esverdeada, com um sabor frutado e um ligeiro toque de álcool. Após uma tentativa em saber do que se tratava, a resposta foi pronta; "É uma mistura de frutas e um pouco de álcool.". Ou seja, a receita permanece, e muito bem, no segredo dos deuses. 

Dito isto, se quiserem presentear o vosso palato com uma viagem por sabores exóticos, visitem este simpático cantinho.


Prawn Korma e Chicken Mango

Papari, keema nan e cerveja khukuri

Frango com molho de manga e especiarias