É verdade que abri este cantinho cibernauta para deixar o meu feedback sobre espaços dedicados à restauração, na zona de Lisboa e que tenham merecido uma nota positiva... mas depois de um citybreak neste pequeno paraíso, a 1 hora de Lisboa plantado, tive que iniciar um novo separador desta vez dedicado a espaços hoteleiros.
Quem não precisa, vez por outra, fazer uma pausa na rotina desenfreada da vida citadina? Respondendo a essa necessidade decidi pesquisar uns sítios próximos de Lisboa, que tivessem uma boa oferta para uma escapadinha de apenas 1 noite. Foi assim, que encontrei uma excelente oportunidade a menos de 1 hora de Lisboa, em ambiente rural com um toque de sofisticação e extremo bom gosto; a Quinta dos Machados.
Num dia de folga, saímos de Lisboa bem cedo e rumamos até Mafra para uma valente caminhada na Tapada, seguida de um pique-nique saudável e fresco, para ajudar a limpar os pulmões e aliviar a vista.
Ao chegar à Quinta a reacção foi unânime; um suspiro e um grande sorriso seguido de um "uau" em uníssono. Uma quinta senhorial, com um ar muito romântico e aspecto rústico chic onde uma mistura perfeita de paz e tranquilidade com uma sensação de energia revigorante nos fizeram logo querer ficar mais umas quantas noites.
Com uma longa história, que tem inicio no sec. XVIII, a quinta foi até há poucos anos uma herdade de produção agrícola, tornando-se numa quinta de eventos e anos depois é construído um outro edifício totalmente dedicado à hotelaria passando assim a receber a designação de country house, spa & eventos.
Logo à chegada somos recebidos por uma simpática funcionária que nos encaminha à recepção e nos faz a introdução ao espaço, indicando tudo a que tínhamos direito e oferecendo descontos para o restaurante do hotel. Após a entrega da chave somos acompanhados ao quarto (localizado no edifício mais recente) que, para nossa grande surpresa, é um quarto temático, tal como todos os quartos do edifício: "Paraíso", "Histórias", entre outros nomes sugestivos. A nós calhou-nos o "Biblioteca do Convento de Mafra", onde a decoração a fazer jus ao nome, exibia livros originais cedidos pela própria biblioteca. Cores claras e suaves, a contrastar com o verde vibrante das árvores que "espreitavam" pela janela, completavam o ambiente relaxante do quarto.
Após nos instalarmos, saímos para explorar a herdade que dispõe de uma piscina exterior maravilhosa (a qual não usamos para evitar uma possível pneumonia, tendo em conta que estamos em pleno Inverno) e de um bosque com 16 hectares, por onde passeiam ovelhas que recebem quem por ali passa com muita curiosidade.
Passeio terminado, era hora de usufruir do spa. Sauna, jacuzzi, ginásio e espaço de massagens, é o que nos espera numas instalações pequenas, mas muito bem conseguidas.
Como o dia tinha sido longo e o restaurante tinha muito bom aspecto, decidimos jantar por lá. Ao entrar, fomos de imediato recebidos com a mesma simpatia que assistia a todos os funcionários do hotel. A decoração do espaço, tal como em todos os cantos da Quinta, era encantadora. Madeiras, cores claras, cruas, quentes e aconchegantes compunham o sentimento de "caseiro" para onde quer que olhássemos. A colaboradora que nos atendeu, não podia ter sido mais afável e atenciosa, desde a explicação, à sugestão do que comer e beber, ao falar do seu gosto pessoal pela enologia e em particular pelos vinhos da região, fazendo sentir desde logo um grande à vontade em estar na sua companhia ao longo do jantar.
Barriga satisfeita e muita conversa e risos depois, e seguindo o conselho da colaboradora, fomos ver a parte mais antiga da quinta onde fica a zona de eventos, guest houses e um espaço comum de convívio onde se pode ler, ver tv, jogar ás cartas, damas, snooker, ou simplesmente conversar. Nós optamos por uma partidinha de snooker até que o sono apertasse. Antes de subir para o quarto, passámos no restaurante para levarmos um tabuleiro com chá e biscoitos de alfazema feitos na quinta - cortesia da casa - que souberam pela vida naquela noite fria.
No dia seguinte o pequeno almoço foi a cereja no topo do bolo; bolo caseiro, compota caseira, biscoitos caseiros, pão de Mafra, variedade de cereais, iogurtes, variedade de chás e sumos, leite e café... Tudo delicioso! E porque o que é bom acaba depressa, era hora de fazer o check out e rumar à cidade. Tivemos ainda a oportunidade de falar um pouco com um funcionário, que não estava no dia anterior, e que nos falou com tal paixão da quinta, que só veio comprovar mais uma vez o que já tínhamos constatado; ali a dedicação é mesmo o segredo do negócio.
Posso garantir que nesta quinta nada, mas mesmo nada, foi deixado ao acaso e tudo tem um toque pessoal, de quem construiu aquele espaço com todo o coração e empenho. Tudo respira amor ao projeto, tudo evoca o carinho ali depositado, tudo enche a alma de quem ali passa de boas energias. Ao sair da propriedade não pude evitar de olhar uma vez mais para trás e esboçar um sorriso, na certeza que ainda irei voltar e passar momentos muitos felizes naquele espaço...
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